CÂNCER: 22 de Junho a 22 de Julho.
Os nativos de Câncer têm disposição para toda classe de artes manuais, artes práticas. Corte e costura, alfaiataria, etc. Os nativos de Câncer são tenazes, e como o caranguejo, preferem perder uma pata antes que perder uma presa. Os nativos de Câncer triunfam em compridas viagens.
Em quarto crescente e Lua cheia podem realizar seus empreendimentos, as quais culminarão com bom êxito. O caráter dos nativos de Câncer, varia de acordo com as mudanças da Lua. Os nativos de Câncer são românticos e sentimentais, mas quando se encolerizam, sua ira é terrível.
As plantas de Câncer têm suas folhas em forma de fígado ou baço, mostram manchas e suas flores são de cinco pétalas. São do elemento água. Defeitos comuns de Câncer: imaginação mecânica, preguiça, passivo, frouxo, etc.

O “aquoso” e lunar signo zodiacal do Caranguejo é um dos mais débeis no que se refere à força vital. De extrema timidez, esses nativos guardam para grandes e excepcionais momentos, sua grande sensibilidade, afetada pelo excesso de imaginação. Por isso mesmo, escolhem muito os seus amigos e resultam exigentes para com eles, chegando aos limites da autocracia; exigem e dão sinceridade. Pelo que são confiáveis.
A lâmina de Câncer, o caranguejo, diz muito sobre o afirmado. As mãos que indicam o empenho de guardar segurança. Demonstram avareza no tipo inferior, e sabedoria no superior, como as mãos que sustentam o globo com a cruz do COMANDANTE.
A LUA, regente do signo, mostra-se por toda parte nesta pintura: acima e abaixo, à frente e atrás, dentro e fora. As CONCHAS, extraídas do fundo do mar mostram que é necessário submergir-se em sim mesmo para se extrair as pérolas das realizações, encerradas nos níveis mais profundos do nosso Ser. Um ESCARAVELHO, símbolo egípcio da Alma, apodera-se de uma das tais perolas; e ao seu lado, uma das mãos trata de colher uma das joias lunar, a qual tem inserida em si o número 69, sexto e nono mandamentos: não fornicar e não adulterar; ao mesmo tempo, corresponde ao, que é “O AZAR”. Abandonando o Caracol complementar dos Mistérios Serpentinos Astecas, emergirá tal caranguejo.
O CARACOL representa as espirais ascendente e descendente da Vida, a metempsicose ou reincorporação das Almas, ou processo do nascimento e morte, governado por GABRIEL, o regente da Lua e Senhor da concepção e dos nascimentos.
Sobre a praia duas tartarugas, as quais representam lentidão espiritual, e se também o simbolismo do caranguejo é o caminhar lateralmente e de costas, retrocedendo, tais símbolos podem ser também de longevidade, se o nativo deste signo, como o anjo dos íntimos anelos espirituais, remontar-se ao estrelado céu de Urânia, enquanto aponta com seu arco e sua flecha aos mais elevados anseios.
N. do E.: Sabendo o quanto Johfra misturava as diferentes mitologias para representar os símbolos em seus quadros, acredito que este anjo seja Ártemis (a Diana romana), deusa da caça e da Lua. Ártemis é frequentemente retratada com o arco e flecha e com a Lua Crescente. Em suas imagens, às vezes o seu arco é a própria Lua Crescente. O símbolo do canto superior é o selo planetário da Lua. Este está envolto pela serpente com cabeça de águia.
No ângulo esquerdo superior da lâmina vemos a cruz de Santo André, com as suas quatro fases lunares, é defendida pela serpente da Sabedoria e da pura gloria; isso mostra a necessidade da morte por ciclos, ou seja, dia após dia. As plantas que vemos à direita superior, deixam transparecer algumas bases de uma espécie de construção que em si mesmas, são pura simbologia alquímica: o círculo, o triangulo, o quadrado e o pentágono, que tem inserido o ÁS de OURO (com o TETRAGRAMMATON), o Ás de Espadas (a ESPADA FLAMEJANTE), o Ás de Copas (o CÁLICE DO SANTO GRAAL) e o Ás de Paus (o BÁCULO DO MAGO).
N. do E.: Perceba que o pentagrama está num buraco que tem formato de círculo, a espada num que tem formato de triângulo, o cálice num quadrado e o báculo num pentágono.
No mesmo flanco aparecem duas chaves, a “TAU” egípcia, e a outra, famosa por abrir “nossas portas”; com estas clavículas podem se passar por todas as provas e se desvelar todos os mistérios.
O castelo adornado ao fundo mostra a luz submersa na terra, o ÍNTIMO esperando que levantemos seu ADHYTUM, ou o Templo Vivente; enquanto faz refletir a luz interior, o sábio que convive com as multidões oculta seu esplendor e, no entanto, permanece sempre lúcido, extraindo de seu “subconsciente” riquezas e mais riquezas.
As mãos tomam por todas as partes as joias lunares e as plantas, (as virtudes) que correspondem ao satélite, pois uma das características deste signo é o amor às comodidades e ao seu lar, ainda que a Lua lhes traga muitas mudanças.
O cofre meio enterrado mostra que os nativos são muito reservados, ainda que quando expressam suas opiniões, o fazem com grande fraqueza; são pacíficos e de fácil adaptação às diferentes circunstancias, de maneira que não são companheiros problemáticos.
De acordo com os Mistérios Órficos, Câncer é o umbral pelo qual passam as almas que entram pelo ciclo de “RETORNOS METEMPSICÓTICOS”; isto é, sem dúvida, pertencente aos domínios da Lua, daí ser este o planeta que os rege. Este ciclo de retornos está muito bem representado pelas espirais do caracol, do qual o caranguejo faz sua morada, com um hóspede invasor.
Nos diversos simbolismos, especialmente entre os astecas e os egípcios, o caracol é a espiral microcósmica agindo sobre a matéria. As pérolas, segundo os chineses e sua sabedoria, representam o gênio da obscuridade e as virtudes ocultas, daí as conchas ocultá-las em si mesmas, ainda mais na profundidade das águas. Uma ramificação do Ocultismo, em relação às pérolas, é o do Islamismo, que conceitua que ir ao céu é encerrar-se numa pérola...
Câncer se refere profundamente à alma humana em todos os ciclos e mistérios; por isso não é de se estranhar que a pérola sempre representou a alma. Alquimicamente, sustenta-se que a pérola é um resultado do conúbio entre o fogo e a água. E é a água, o elemento dos cancerianos, e GABRIEL, o seu Regente, a quem devem invocar tais nativos para suplicar-lhe a aniquilação de seus defeitos, imaginando que suas auras são envoltas por uma coloração prateada.
DEFEITOS
(alguns deles):
Timidez, retraimento; identificação com as preocupações; exagero na escolha das amizades, e autocracia nas mesmas; caráter cambiante.
CÂNCER E O AMOR:
Definitivamente, o sentimentalismo é a essência do canceriano; necessita demasiadamente de amor e compreensão, acima de tudo sem que esteja interessado noutra coisa é demasiado sonhador e mutável como a Lua, bastante imaginativo (o que requer a compreensão do próximo). Se, quando criança, não tiver recebido muito afeto, quando adulto sempre se achará perturbado, em maior ou menor escala.
O canceriano nos seus romances é muito exigente, requer e pede muita atenção, o que pode incomodar seu companheiro. São apaixonados, de uma maneira lunar, fria, são esperançosos e temerosos. Sua imaginação lunar os faz muito teatrais e vivem verdadeiramente seus próprios dramas, com suas tristezas e alegrias. Requer muita ternura e a dá com muita cautela, para posteriormente não se sentir ferido. Pode se mostrar teimoso e obstinado como o caranguejo que se esconde em seu caracol, quando sua imaginação o faz ver coisas que não existem, ou o faz vê-las agigantadas, quando são na realidade passageiras.
A imaginação lunar o faz necessitar constantemente de um romance amoroso e, se não o tiver, sente-se inseguro, instável, o que dá a impressão de ser teimosia e volubilidade. Quando decide entregar seu amor, entrega-o por completo, porém exige muita coisa que é difícil encontrar.
Para o canceriano, o mais importante é o ambiente doméstico, resultando demasiado carinhoso para com seus filhos; porém, pode haver casos em que um nativo de Câncer contraia matrimonio por pura “conveniência”, mas o que busca na realidade é a segurança, nada mais que isso.
O capricho lunar lhe imprime maravilhosamente o aspecto maternal, o que se pode notar mesmo nos homens. Como é imaginativo, idealiza muito a seu companheiro, o que pode resultar em grande perigo, já que a única maneira de não se desiludir é não se iludir.
O HOMEM DE CÂNCER
Resulta bom companheiro, muito simpático, e logrará graças a seu temperamento agradável, conseguir tudo o que ele deseja obter, mas, sua volubilidade lunar o faz um companheiro difícil, porque no fundo é autoindulgente, brando, passivo, e por isso resulta ser muito estranho à “vida-comum”. Apreciador de seu próprio ambiente, busca o melhor: a segurança, o conforto, a educação dos filhos, a fartura na mesa (não pelo prazer, mas pela sua necessidade). Para ser fiel, busca idealizar à sua companheira, coisa que não o logra sempre, pois suas concepções são muito particulares: fixa sua atenção nos mínimos detalhes, dos quais se queixa.
A mulher de um canceriano necessita aguçar demasiadamente seu talento, flexibilidade e diplomacia, coisas que em verdade são difíceis de se achar. Ademais, a imaginação do nativo de Câncer é tão fértil, que chega a ser, não raro, hipocondríaco, a criar doenças que em verdade só existem em sua imaginação lunar, mas que o faz prostrar-se em convalescença.
Enfim, tem caráter exigente para com os demais, de maneira que não pode ter o mesmo gênio que eles.
A MULHER DE CÂNCER
A Lua é um “planeta” nitidamente feminino; portanto, é nesse sexo que as características do signo se encontram mais acentuadas. A sensibilidade da canceriana é realmente agradável: poética, romântica, imaginativa; são laços realmente fascinantes que a muitos homens enlaçam.
Embora sua imaginação a faça sair por vezes da realidade, a ponto de torná-la errante e volúvel, requer uma grande dose de vontade e realismo para retornar novamente ao caminho reto.
Afora isso, a nativa de Câncer é uma boa esposa, que pode suprir a seu marido: cuidados, afetos, romances, detalhes e comodidades que tem efeito ao bem-estar da vida conjugal.
Tende, também, a idealizar seu companheiro, que deve ser dotado de atributos e características invejáveis, etc., a tal ponto que se se decepciona, o golpe pode ser verdadeiramente forte; e aos cancerianos isso lhes afeta muito.
No entanto, conta com grande firmeza interna, e saberá usá-la em si mesma, e também em seu companheiro, em casos extraordinários de necessidade. Como mãe, é muito dedicada, e por vezes exagerada. Viver com uma canceriana é viver com uma “Lua variável”, no que se necessitará compreender consideravelmente.
CÂNCER E OS OUTROS SIGNOS
COM ÁRIES: Ambos ambiciosos, porém com metas diferentes; coincidem nas crises de manifestações violentas, pelo que se enfrentarão nas crises duras e quase impossíveis de superar se suas explosões se coincidirem. O caranguejo gosta de rever o passado, e jamais o esquece; já o inverso se passa com Áries; união difícil.
COM TOURO: Ambos se sensibilizam com a Lua, de tal modo que suas instabilidades são semelhantes. São domésticos, sensuais, amorosos, amantes do conforto do lar, e juntos na vida podem desfrutar amplamente. O firme e assentado Touro pode dar apoio a Câncer. Dupla harmônica.
COM GÊMEOS: Câncer doméstico, Gêmeos errante: dupla desigual. O volúvel Câncer não entende o mutável Gêmeos, são díspares nos acontecimentos repentinos. Dupla um tanto difícil; é melhor que o geminiano seja a mulher.
COM CÂNCER: Desacordos contínuos que podem ser superados por circunstancias de educação e ambientes afins. Podem chegar a se compreender mutuamente e ajudar-se nos projetos. Casal que pode prosperar.
COM LEÃO: O romantismo de Câncer e seu estado passivo chocam-se com o orgulho de Leão; porém, apesar de tudo, se lograrem o entendimento, serão um casal feliz, pois o Leão encontrará a quem manejar.
COM VIRGEM: Pode ser uma boa dupla: com o tempo a fantasia de Câncer pode mobilizar a roda analítica de Virgem, e ao mesmo tempo receber a seriedade deste. Virgem é um pouco frio para o idealismo e a ânsia de calor do canceriano.
COM LIBRA: Relativamente difícil, já que Câncer é introvertido e Libra é aventureiro e de grande sentido de liberdade, de tal maneira que pode fazer o pobre canceriano sentir-se abandonado e este com sua fértil imaginação, tornará tudo pior, acrescentando em tudo a corrosão de seus ciúmes.
COM ESCORPIÃO: Atraem-se especialmente no aspecto sexual; no entanto, Escorpião deve encher de ternura nas relações, para que estas perdurem; ambos necessitam acabar com o defeito do “eu” possessivo e do “eu” ciumento, que consomem às duplas, formadas por esses dois signos. Se se redimirem dessas escorias, podem dar bons frutos.
COM SAGITÁRIO: União não conveniente, pois Sagitário é por demais extrovertido para o circunspecto Câncer, a tal ponto que esses caracteres diferem notavelmente.
COM CAPRICÓRNIO: Podem se harmonizar, se o propuserem, especialmente se Capricórnio se tornar um pouco mais romântico.
COM AQUÁRIO: Dupla difícil, Aquário é dado as amizades, à extroversão, oposto à fixa circunspecção do canceriano; demasiada contrariedade de caracteres.
COM PEIXES: Boa união, pois se ligam intimamente no romantismo, sensibilidade e amor ao lar. Entendem-se no sentimento e na emotividade.
Querido discípulo, você já estudou e praticou a lição de Gêmeos. Agora, entramos no período da Constelação de Câncer.
Através de seus estudos, você se deu conta de que nós, os gnósticos, somos essencialmente práticos. Francamente, não nos satisfaz passarmos a vida teorizando, vamos direto aos grãos. Estamos enfadados de tanta teoria; somos essencialmente “realistas”. Queremos fatos, não queremos nem teorias e nem a intelectualidade morbosa. Gostamos das realidades efetivas e vamos direto para as grandes realizações.
Todas as escolas espiritualistas falam dos mundos suprassensíveis, mas nós vamos mais longe, porque somos mais práticos. Ensinamos a nossos discípulos a penetrar nesses mundos em corpo astral, e, até mesmo, com o próprio corpo de carne e osso através de uma forma totalmente consciente e positiva.
Isso de se penetrar com o corpo físico nos mundos ultrassensíveis parece extraordinário aos teóricos, porque eles não sabem, senão, teorizar. Contudo, para os compreensivos não parece assim. Indubitavelmente, esse procedimento é tão antigo quanto o mundo. Em tempos não remotos, o corpo físico se desenvolvia e se desabrochava dentro do mundo astral. Então, o que ocorreu?
Depois deste curto preâmbulo, entraremos diretamente na lição que corresponde ao período de Câncer, a casa da Lua. Seu metal é a prata, a pedra é a pérola, e a cor é a branca. A Lua influencia a glândula timo, que regula o crescimento do ser humano. Influencia também os sucos leitosos de todas as espécies vivas. A Lua ajusta a procriação de todo ser vivo. A Lua governa a seiva dos vegetais e o fluxo e refluxo dos mares. A Lua tem poder sobre o sal que é a base de todo ser vivo. Dentro de nosso organismo, existem 12 sais, que são os 12 sais dos 12 signos zodiacais.
Câncer é o signo do escaravelho sagrado, o signo da reprodução. A concepção fetal ocorre por meio dos raios do signo de Câncer e, por isso, é o signo do escaravelho sagrado. No Egito, o escaravelho sagrado simbolizava a alma. As almas que se reencarnam passam pela esfera de Câncer antes de tomarem corpos. O signo de Câncer produz a doença que leva seu nome: câncer, que é o carma dos fornicários.
A Lua é o símbolo de um planeta secreto que está atrás dela. As hierarquias violetas do Templo-Coração da Lua deram ao ser humano o corpo vital. A Lua é habitada no lado que não é visível. Os helenitas são os seres mais vulgares e atrasados de nossa Terra. Foi preciso encerrá-los na Lua. Quase todos os habitantes dessa população lunar são mulheres. Esses seres não são nem bons, nem maus, senão, unicamente “atrasados”. Conforme forem evoluindo, receberão novos corpos em nosso planeta, até que, finalmente, todos terão corpos novamente.
Também existe outra pequena Lua, chamada Lilith pelos astrônomos. Lilith é a Lua negra. Para ela, vão as almas que já se separaram totalmente de seu ego superior,(9) formado por Atma-Buddhi-Manas.
Essas Almas são de uma perversidade indescritível e ali terão que passar pela Segunda-Morte descrita pelo Apocalipse e mencionada pelo Cristo.
Blavatsky alude no sexto volume de sua obra “A Doutrina Secreta” ao Avitchi ou Segunda-Morte. O Bhagavad Gita nos fala também do Abismo, todavia, bastou que nós falássemos desse tema para que os espiritualistas da Colômbia rissem de nós. Jamais disse que minha pessoa física ocupa-se de encerrar as almas perversas no Abismo. Isto seria fora do tom, um modo ex-abrupto (N. do T.: inconveniente e inconsequente), pois eu sou um homem como qualquer outro. Esses poderes pertencem a Deus.
Maravilhas dessa classe só são feitas por “Atman”, o Grande Espírito Universal de Vida, “Alaya”, a Superalma de Emerson, a Grande Alma do Mundo. Essas maravilhas só são feitas por meu Deus interno, por meu “Purusha”, meu Ser Superior, meu Íntimo, meu Mestre Interno, minha Mônada, meu Anjo Interno. Diante de meu Mestre Interno, tenho que me ajoelhar, porque ele é Atman, “o Inefável”. Isto pode ser feito também pelo Deus Interno de qualquer de vocês, porque “Atman” é onipotente e inefável.
Existem muitos Mestres, mas a “Alma-Mestra” é Una: a Alma do Mundo, o “Alaya” divino que parece como muitos. Samael Aun Weor é o nome autêntico de uma chama da Grande Fogueira ante a qual eu tenho que me ajoelhar.
O nome Samael Aun Weor significa “Vontade de Deus”, e a Vontade de Deus fez essa obra. Por conseguinte, quando falamos de Avitchi, não dizemos algo novo. Quase todos os melhores espiritualistas o comentam, descrevem-no, citam-no, então, por que essa celeuma?
(9) N. do T. Posteriormente, o Mestre Samael ensinou que o eu ou ego superior e eu ou ego inferior são dois aspectos do mesmo ego animalesco, sendo a Essência, o aspecto divinal. Isso vale para todas as frases contidas na obra com essa conotação.
Os espiritualistas ficam abismados quando se diz que “Atman”, o Grande Espírito Universal de Vida, está atuando através de uma de suas “chamas” para cumprir uma missão cósmica. Eles estranham isso porque a ignorância, em sua atrevida simplicidade, é uma alcoviteira ou alcaguete mendicante, com a qual não se pode ter delicado contato. Onde está a sabedoria de todos esses mentecaptos que me criticam? O que fiz a eles?
O Avitchi é um tema muito antigo. Até mesmo o doutor Jorge Adoum (mago Jefa) fala em sua obra “A Sarça do Oreb” acerca da “segunda morte”. Então, por que a estranheza?
Antigamente, as personalidades que estavam separadas totalmente da divina tríade (Atma-Buddhi-Manas) ficavam no Avitchi de nosso planeta Terra. (Ver o sexto volume da “Doutrina Secreta” de Helena Blavatsky).
Hoje os tempos mudaram. Estamos iniciando a Nova Era de Aquário e as personalidades já separadas de suas divinas tríades precisam ser isoladas deste planeta para limpar a atmosfera de toda maldade, e isso é tudo. Se isto é motivo de chacota por parte dos espiritualistas de sala de aula e dos leitores ocasionais, de quem é a culpa?
Quando se rompe a ponte denominada de antakarana, que faz a interligação entre a divina tríade e seu “eu inferior”, então, o eu inferior fica separado e se afunda no abismo das forças destrutivas, desintegrando-se pouco a pouco. Esse é o processo da “segunda morte” de que nos fala o Apocalipse. Esse é o estado de consciência chamado “Avitchi”.
Nesses casos, a divina tríade (Atman-Buddhi-Manas) se reveste de novos corpos mental e astral para continuar sua evolução; a personalidade descartada submerge-se no estado de “Avitchi” entre sofrimentos inenarráveis.
Todas as luas do Sistema Solar são governadas por Jeová, mas nosso satélite terrestre é governado diretamente pelo “Anjo Gabriel”.
O Mago deve fixar-se bem nas influências lunares, porque todas as energias siderais cristalizam-se em nosso globo terrestre mediante as forças lunares. Tudo o que se inicia em lua crescente, progride rapidamente. Tudo o que se faz em lua minguante fracassa.
A lua nova é muito débil e a cheia é muito forte, servindo para realizar com sucesso, toda classe de trabalhos de magia prática. O último dia de lua significa abortos e fracassos. Façam seus negócios sempre em lua crescente para que triunfe. Hitler atacou a Rússia durante o ciclo da lua minguante e fracassou. Quando, dentro de uma auréola da Lua, brilha uma estrela, é sinal de que um general está sitiado pelos inimigos.
A Lua produz o fluxo e refluxo do mar; as altas e baixas marés; e atrai e repele o magnetismo terrestre.
O Mago deve “preparar” seu corpo para o exercício da magia prática. O corpo do mago é diferente do corpo dos demais, porque está preparado.
EXERCÍCIO
Sente-se em uma poltrona cômoda e feche seus olhos. Separe de sua mente todo pensamento. Focalize a mente em seu Íntimo e ore da seguinte maneira:
Meu Pai, tu que és meu Real Ser, suplico-te, Senhor, que penetres no Templo-Coração da Lua e traga-me o Anjo Gabriel. Faça as saudações de praxe. Senhor meu... amém. Depois se dirija para os quatro pontos cardeais e faça a invocação do Anjo Gabriel, abençoando o Norte, o Sul, o Leste e o Oeste da seguinte forma:
INVOCAÇÃO
Treze mil raios tem o Sol, treze mil raios tem a Lua, treze mil vezes se arrependam os inimigos que eu tenho.
O discípulo rogará ao Anjo Gabriel que prepare seu corpo para tornar invisível; para fazer a transformação de seu rosto; para deter balas ou facas num momento de perigo ou para materializar qualquer entidade superior. Jâmblico, o grande teurgo, tornava visível, no mundo físico, os Deuses Siderais, porque ele tinha o corpo bem preparado.
O Anjo Gabriel tratará ocultamente o baço, e certos centros da coluna espinhal do discípulo. Quando o discípulo tornar-se visível e tangível no plano físico ao Anjo Gabriel, é porque seu corpo já está “preparado”. Então, em um momento de perigo, fará a invocação do Anjo Gabriel, e se quiser ficar invisível, o Anjo Gabriel o apagará da vista dos inimigos. Poderá também transformar seu rosto, conforme o discípulo solicitar. A invocação é feita sempre, abençoando os quatros pontos cardeais. Esses exercícios para a preparação do corpo são praticados durante toda a vida.
O teurgo pode tornar os Deuses Siderais visíveis no mundo físico, quando tiver o corpo bem preparado. Isso requer paciência e constância, porque nada se consegue de graça; tudo custa luta e sacrifício.
As forças que descem do céu, ao chegarem à glândula timo, encontram-se com as forças que sobem da terra através do organismo. Aí, na glândula “timo”, os dois triângulos das forças superiores e inferiores se entrelaçam para formar o selo de Salomão.
PRÁTICA
Sente-se e imagine esse maravilhoso encontro das forças cósmicas formando o Selo de Salomão na glândula timo. Mergulhado em profunda meditação interna, rogue ao seu Íntimo que penetre no templo sideral da principal estrela de Câncer. Peça a ele para que traga até você as principais hierarquias da Constelação de Câncer com a finalidade de despertar os poderes internos e tratar a glândula timo. Vocalize a letra A por um período de uma hora diária.
O canceriano é pacífico, mas, às vezes, demasiadamente colérico. Tem disposição para as artes manuais, é muito sensível e seu caráter muda de acordo com as fases da Lua. As viagens longas são propícias para os cancerianos que são românticos, amorosos e muito tenazes.
Ao deixar o corpo, tomando a senda do fogo, da luz do dia, da quinzena luminosa da Lua e do solstício setentrional, os conhecedores brâmanes vão a Brahma. (Capítulo VIII, versículo 24, Bhagavad Gita).
O iogue que, ao morrer, vai pela senda do fumo, da quinzena obscura da Lua e do solstício meridional, chega à esfera lunar e logo renasce. (Capítulo VIII, versículo 25, Bhagavad Gita).
Essas duas sendas, a luminosa e a obscura, são consideradas permanentes. Através da primeira, pode-se emancipar; através da segunda, pode-se renascer. (Capítulo VIII, versículo 26, Bhagavad Gita).
O Ser não nasce, não morre e nem se reencarna; não tem origem, é eterno, imutável, o primeiro de todos, e não morre mesmo quando o corpo é destruído. (Capítulo II, versículo 20, Bhagavad Gita).
O ego nasce e morre. Distinga-se entre o ego e o Ser. O Ser não nasce, não morre e nem se reencarna.
Os frutos das ações são de três classes: desagradáveis, agradáveis e a mistura de ambos. Esses frutos se aderem, depois da morte, aos que não renunciaram, porém, jamais, no caso do homem que renuncia. (Capítulo XVIII, versículo 12, Bhagavad Gita).
Aprende de mim, ó tu, de poderosos braços! Aproxima-te dessas cinco causas relacionadas com o cumprimento das ações, segundo a mais alta sabedoria, que é o fim de toda ação. (Capítulo XVIII, versículo 13, Bhagavad Gita).
O corpo, o ego, os órgãos, as funções e as deidades (planetas) que presidem os órgãos, são as cinco causas. (Capítulo XVIII, versículo 14, Bhagavad Gita).
Qualquer ato devido ou indevido, seja físico, verbal ou mental, tem essas cinco causas. (Capítulo XVIII, versículo 15, Bhagavad Gita).
Sendo assim a questão, aquele que, pela defeituosa compreensão, considera o Atman (o Ser), o Absoluto, como ator, é um tolo que não enxerga a realidade. (Capítulo XVIII, versículo 16, Bhagavad Gita). Portanto, o Bhagavad Gita faz uma diferenciação entre o ego, o eu, e o Ser, Atman.
O “animal intelectual”, equivocadamente chamado homem, é composto de corpo, ego (eu), órgãos e funções. É uma máquina movida por deidades ou, melhor dizendo, por planetas.
Muitas vezes, basta qualquer catástrofe cósmica para que as ondas que chegam a Terra enviem essas máquinas humanas adormecidas aos campos de batalhas. Milhões de máquinas adormecidas contra milhões de outras máquinas.
A Lua traz os egos à matriz e também os levam. Max Heindel disse que a concepção se realiza sempre quando a Lua está no signo de Câncer. Sem a Lua não é possível que haja concepção.
Os primeiros sete anos da vida são governados pela Lua. Os sete anos seguintes são mercurianos em cem por cento. Por isso, a criança vai à escola, fica muito inquieto e em incessante movimento.
O terceiro septenário da vida, a terna adolescência, compreendida entre os quatorze e os vinte e um anos de vida, está governado por Vênus, a estrela do amor. É o período da aflição, da pontada, o período do amor, o ciclo em que vemos a vida cor-de-rosa.
Dos vinte e um anos até os quarenta e dois temos que ocupar nosso posto inferior ao Sol e definir nossa vida. Esse período é governado pelo Sol.
O septenário compreendido entre os quarenta e dois e quarenta e nove anos de idade, é cem por cento marciano. Nesse período, a vida se torna um verdadeiro campo de batalha, porque Marte representa a guerra.
O período compreendido entre os quarenta e nove e cinquenta e seis anos de idade é jupteriano. A pessoa que tem Júpiter bem situado em seu horóscopo, é claro que, durante esse ciclo de sua vida, é respeitado por todo mundo, e se não possui as desnecessárias riquezas mundanas, pelo menos tem o necessário para poder viver muito bem. Outra é a sorte de quem tem o planeta Júpiter mal situado em seu horóscopo; essas pessoas sofrem o indizível, carecem de pão, abrigo, refúgio e são maltratados pelos outros.
O período de vida compreendido entre os cinquenta e seis e sessenta e três anos é governado pelo Ancião dos Céus, o Velho Saturno. Realmente, a velhice começa aos cinquenta e seis anos. Passado o período de Saturno, retorna o ciclo da Lua trazendo o ego ao nascimento para depois levá-lo.
Se observarmos cuidadosamente a vida dos anciões de idade muito avançada, podemos verificar que eles voltam à idade das crianças; os velhinhos voltam a brincar, respectivamente, de carrinhos e de bonecas. Os anciões maiores de sessenta e três anos e as crianças menores de sete anos são governados pela Lua.
Entre mil homens, talvez um intente chegar à perfeição; entre os que intentam, possivelmente, um logre a perfeição; e entre os perfeitos, quem sabe, um me conheça perfeitamente. (Capítulo 7, versículo 3, Bhagavad Gita).
O ego é lunar, e, ao deixar o corpo físico, segue pelo caminho do fumo, da quinzena obscura da Lua e do solstício meridional e depois retorna a uma nova matriz. A Lua leva e também traz o ego lunar, essa é a lei. O ego está vestido com corpos lunares. Os veículos internos estudados pela Teosofia são de natureza lunar.
As Escrituras Sagradas dos jainos dizem: O Universo está povoado por diversas criaturas existentes no Samsara, nascidas de famílias e de castas distintas, por haverem cometido várias ações; e, segundo sejam essas assim, vão algumas vezes ao mundo dos deuses; em outras vezes, ao inferno; em algumas vezes se convertem em asuras (pessoas diabólicas). Por tal razão, os seres viventes que nascem sem cessar por culpa de suas más ações, não repugnam o Samsara.
A Lua leva todos os egos, porém não trazem todos novamente. Por estes tempos, a maior parte deles entra nos mundos infernais, nas regiões sublunares, no reino mineral submerso, nas trevas exteriores onde somente se ouve o pranto e o ranger de dentes.
Hoje em dia, são poucos os desencarnados que se podem dar o luxo de umas férias no mundo dos deuses, antes de voltar a uma nova matriz pelas portas da Lua. São muitos os que retornam de forma mediata ou imediata, levados e trazidos pela Lua, sem haverem gozado das delícias dos mundos superiores.
Os perfeitos, os eleitos, aqueles que dissolveram o ego, que fabricaram seus corpos solares e se sacrificaram pela humanidade, são bem-aventurados. Ao deixarem os corpos físicos, com a morte, tomam o caminho do fogo, da luz do dia, da quinzena luminosa da Lua e do solstício setentrional. Eles encarnaram o Ser, conhecem Brahma (o Pai que está em segredo) e é claro que vão a Brahma (o Pai).
O Jainismo diz que, durante este Grande Dia de Brahma, descem a este mundo, vinte quatro profetas maiores que já alcançaram a perfeição total.
As Escrituras Gnósticas dizem que há doze salvadores, quer dizer, doze Avataras. Mas se pensarmos em João Batista como precursor, e em Jesus como Avatara para a Era de Peixes que acabou de passar, então, poderemos compreender que, para cada uma das doze Eras Zodiacais, existem sempre um precursor e um Avatara, totalizando vinte e quatro profetas. Mahavira foi o precursor de Buda e João Batista o de Jesus.
O Sagrado Raskoarno (morte) está cheio de profunda beleza interior. Só conhece a verdade a respeito da morte aquele que experimentou, de forma direta, sua profunda significação.
A Lua leva e traz os falecidos... os extremos se tocam. A morte e a concepção encontram-se intimamente unidas. A senda da vida está formada com as “pegadas dos cascos do cavalo da morte”.
A desintegração de todos os elementos que constituem o corpo físico origina uma vibração muito especial que passa invisivelmente através do espaço e do tempo.
Semelhantes às ondas de uma televisão que emitem imagens, assim também são as ondas vibratórias dos falecidos. O que é a tela para as ondas da estação emissora é o embrião para as ondas da morte.
As ondas vibratórias da morte carregam a imagem do falecido que fica depositada no ovo fecundado.
Sob a influência lunar, o zoosperma penetra através da capa do ovo voltando instantaneamente a fechar-se, aprisionando-o. Aí é gerado um interessantíssimo campo de atração, que atrai e é atraído em direção ao núcleo feminino que o espera tranquilamente no centro do ovo.
Quando esses dois núcleos fundamentais se fundem em uma só unidade, os cromossomos iniciam sua famosa dança, enredando-se e voltando a se enredar em um instante. É assim como o desenho de alguém que agonizou e morreu cristaliza-se no futuro embrião.
Cada célula comum do organismo humano contém quarenta e oito cromossomos, e isto nos recorda as quarenta e oito leis do mundo em que vivemos.
As células reprodutivas do organismo contêm um cromossomo de cada par, mas em sua união produzem uma combinação nova de quarenta e oito cromossomos que fazem com que, cada embrião, seja único e diferente.
Toda forma humana, todo organismo é uma máquina preciosa. Cada cromossomo leva em si mesmo o selo de alguma função, qualidade ou característica especial. Um par determina o sexo, pois a sua dualidade é o fator que faz surgir à fêmea.
A parte ímpar dos cromossomos origina machos. Recordemos a lenda bíblica de Eva, feita de uma costela de Adão e tendo, portanto, uma costela a mais que ele.
Os cromossomos, em si mesmos, são compostos por genes, e cada um deles, por poucas moléculas. Realmente, os genes constituem a fronteira entre este mundo e o outro, entre a terceira e a quarta dimensões.
As ondas dos moribundos, as ondas da morte, atuam sobre os genes ordenando-os dentro do ovo fecundado. Desse modo, o corpo físico perdido é refeito e o desenho dos falecidos se torna visível no embrião.
PRÁTICA
Durante o período de Câncer, nossos discípulos gnósticos devem praticar na cama, antes de dormirem, um exercício retrospectivo sobre a própria vida. Isso é feito como quando se está vendo um filme a partir do final até o início, ou como quem lê um livro desde o fim até o começo, a partir da última até a primeira página.
O objetivo desse exercício retrospectivo sobre a própria vida é o de poder se autoconhecer e se autodescobrir, reconhecendo as boas e más ações, para estudar o próprio ego lunar, tornando o subconsciente em consciente.
É necessário chegar, de forma retrospectiva, até o nascimento e recordá-lo. Um esforço superior permitirá o estudante conectar o seu nascimento com a morte de seu corpo físico passado. O sono combinado com a meditação e com o exercício retrospectivo permitirá ao estudante recordar-se, tanto da sua vida atual, como das suas passadas existências.
O exercício retrospectivo nos fará conscientes de nosso próprio ego lunar, de nossos próprios erros. Recordemos que o ego é um feixe de recordações, desejos, paixões, ira, cobiça, luxúria, orgulho, preguiça, gula, amor-próprio, ressentimentos, vinganças, etc. Se quisermos dissolver o ego, devemos, primeiramente, estudá-lo. O ego é a raiz da ignorância e da dor.
Somente o Ser, Atman, é perfeito, porém Atman não nasce, não morre e nem se reencarna, tal como disse Krishna no Bhagavad Gita.
Se o estudante dorme durante o exercício retrospectivo, tanto melhor, porque, nos mundos internos, poderá autoconhecer-se, recordar toda a sua existência e todas as suas vidas passadas.
Assim como um médico-cirurgião precisa estudar um tumor cancerígeno antes de extirpá-lo, de igual forma, o gnóstico necessita estudar seu próprio ego antes de eliminá-lo.
Durante o período de Câncer, as forças acumuladas nos brônquios e nos pulmões, no período de Gêmeos, devem passar agora para a glândula timo. As forças cósmicas que ascendem por nosso organismo se encontram na glândula timo com as forças que descem formando dois triângulos entrelaçados, o selo de Salomão.
O discípulo deve meditar diariamente no selo de Salomão que se forma na glândula timo.
Foi-nos dito que a glândula timo rege o crescimento das crianças. Resulta interessante como as glândulas mamárias da mãe estão intimamente relacionadas com a glândula timo. É por essa razão que o leite materno jamais pode ser substituído por nenhum outro alimento para o bebê.
Os nativos de Câncer têm um caráter tão variável quanto as fases da Lua. São pacíficos por natureza, mas quando se encolerizam são terríveis. Eles têm disposição para artes manuais e artes práticas, possuem uma viva imaginação, mas devem ter cuidado com a fantasia.
É aconselhável desenvolver a imaginação consciente. É absurda a imaginação mecânica ou fantasia.
Os cancerianos têm uma natureza suave, retraída, tímida e possuem virtudes caseiras. Entre eles encontramos, às vezes, alguns indivíduos demasiadamente passivos, negligentes e preguiçosos. São muito ligados a novelas, filmes, etc.
O metal dos cancerianos é a prata, a pedra é a pérola e a cor é a branca. Câncer, signo do caranguejo ou do escaravelho sagrado, é a casa da Lua.
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